Eu havia deixado Woody Allen "em suspenso" por um tempo. Após as denuncias contra ele eu fiquei aguardando as cenas dos próximos capítulos e vendo no que ia dar, sem fazer pré julgamentos.
Decidi assistir 'Roda gigante' na telona e me surpreendi com um novo elemento no filme de Allen; a luz. É nítida a saturação um pouco exagerada propositalmente para nos fazer sentir o que o personagem está pensando. E é impressionante como a mesma luz que cintila o semblante e dá brilho nos olhos de um, expressa a loucura e insanidade de outro.
Além da luz, vale destacar a brilhante atuação de Kate Winslet, minha preferida de todas, e provavelmente, a motivação final que me levou até a sala de cinema. Ela merecia uma indicação ao Oscar 2018 por este papel. Mas foi penalizada junto com o diretor, que ainda não esclareceu as acusações contra ele.
Passadas algumas semanas, eu decidi assistir 'Café Society'. Novamente me surpreendi com a luz. Desta vez não tão óbvia, mas presente em 100% da cenas. Tornando rostos tenros ainda mais doces, tristezas ainda mais profundas, sorrisos largos mais abertos e o brilho nos olhos mais iluminados.
Kristen Stewart está mais linda do que numa e pasmem; eu vi uma ótima atuação ali. Também vi um Steve Carell dramático e em alguns momentos detestável. Impressionante, não?
Isso me fez lembrar Owen Wilson em 'Meia Noite Em Paris' transformado por Allen num belo mocinho romântico muito amável.
Woody Allen é mesmo um grande diretor.
Assim como nos seus filmes, gostaria de assistir alguma luz bela batendo sobre ele e refletindo um semblante angelical, mas...
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sábado, 24 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 7 de julho de 2017
O Efeito Tim Burton No Empoderamento Feminino
Nos meus tempos de criança, em 'Alice no País das Maravilhas', a personagem era uma é uma menina racional e corajosa, que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico, povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, e vai fazendo considerações à medida que a aventura prossegue.
Muitas vezes representada por uma menina de cabelo loiro, amarrado por uma faixa preta, na minha lembrança ela tem em torno 9 nove anos de idade, e suas considerações tem um quê de inocência e um quê de dúvidas, sobre a forma de pensar dos adultos... supostamente uma forma de pensar madura.
Ela cresce e diminui de tamanho o tempo todo, o que poderia ser uma metáfora entre "ser grande" e ser criança.
Faz ponderações sobre as idéias que considera absurdas que lhe são apresentadas, e julga que todos a sua volta são loucos.
Apesar da complexidade do texto, seus enigmas e lógicas matemáticas, não deixa de ser um conto infantil.
A Alice de Tim Burton (2010) é uma jovem adulta prestes a se casar. Ela não gosta do noivo, acha-no enfadonho, entediante e retrógrado. Seu sonho é navegar pelo mundo e descobrir curiosidades, invenções e engenhosidades pelo caminho. Uma espécie de empreendedorismo daquela época.
Considera a sociedade a sua volta hipócrita e falsa; ela está em crise.
Abandona o altar correndo, adentrando a floresta, e cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico; povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.
A Alice de Tim Burton não tem laço no cabelo, mas um cabelo ruivo reluzente de cachos soltos e livres. E, em sendo Tim Burton, é um pouco pálida e com um pouco de olheiras, como não poderia deixar de ser.Suas considerações e ponderações beiram à crise existencial e não uma transição de menina para mulher, mas sim escolhas de vida.
A Alice de Tim Burton é determinada, veste um armadura de cavaleiro e luta com um monstro terrível e demoníaco.
Depois deste filme nenhuma donzela de contos de fada poderia ser a mesma. De donzelas desamparadas passaram a heroínas, e uma série de releituras foi feita.
Em 'Enrolados' (2011) Rapunzel é uma princesa nada convencional, que desconfia, desafia, prende, interroga, e "bate" com seus vários metros de cabelo em Flynn Rider, um par romântico nada tradicional, já que não é príncipe, ao contrário, é o bandido mais procurado do reino... Mas tem bom coração... e é divertido.
Em 'A Branca de Neve e O Caçador' (2012) a cálida e bela Branca de Neve tem que fugir do caçador que a persegue para matá-la e foge por uma floresta escura e suja, rasga o vestido, tem a pele cortada por galhos secos e bichos estranhos, e seu amor de infância está mais para melhor amigo. O beijo de amor verdadeiro que a desperta do feitiço, hummm, não vou dar spoiler mas... foi no mínimo diferente.
A sinopse de 'Valente' (2012) é 'A princesa Merida deve seguir os costumes do seu reino e tomar-se rainha ao lado do cavalheiro que conseguir a sua mão durante um torneio de arco e flecha. Mas Merida está determinada a trilhar o seu próprio caminho e desafia a tradição ancestral" ... Oi? rsrsrs isso porque é uma animação.
Em 'Malévola' (2014), novamente um conto de fadas atualizado, uma feiticeira que não nasce má, mas é uma ex-fada que perdeu suas asas e teve o coração partido. Não é capaz de odiar realmente aquele serzinho inocente, com uma alma que é puro amor, que é a Bela Adormecida. O beijo de amor verdadeiro que desperta a Bela do feitiço? Também não vou contar mas é surpreendente.
Em 'Frozen' (2014) temos uma rainha gelada que mora num castelo de gelo sozinha e uma irmã espirituosa, dividida entre dois amores... esse filme é pra crianças mesmo? rsrsrs Sim, todas as crianças amaram, e Frozen virou uma febre que durou por muitos anos e muitas festas de aniversário infantis.
E, finalmente, 'Mulher Maravilha' (2017), a princesa da amazonas, destemida, semideusa, esperta, bem humorada, doce, maravilhosa, que tem um filme só dela e ela salva o planeta. Quer mais movimento feminístico do que esse? Ela é a própria representação do empoderamento da mulher. Eu desejei ser ela, juro. 😂😂😂💓💖💋💅💁💃
Então, tudo isso é culpa do Tim Burton, que sempre revoluciona tudo sem querer, apenas sendo ele mesmo. Ídolo!
domingo, 19 de janeiro de 2014
Leonardo Di Caprio merece o Oscar
Leonardo Di Caprio merece a indicação ao Oscar por "O Lobo de Wall Street".
Ele está incrivelmente dramático e hilário ao mesmo tempo. Não é de hoje que a parceria com Martin Scorcese dá certo. Em gangues de Nova York e Ilha do Medo Leo Di Caprio mostra todo seu talento.
Aliás o Scorcese é um diretor incrível, não tem nenhuma atuação mais ou menos no filme, nem dos figurantes. Jonah Hill está cada vez melhor (é incrível como consegue fazer tantos gordinhos desajeitados diferentes)e a participação de Jean Dujardin foi uma deliciosa surpresa. Com três horas de duração o longa-metragem não deixa você desgrudar os olhos da tela nenhuma vez. Eu indico.
Aliás o Scorcese é um diretor incrível, não tem nenhuma atuação mais ou menos no filme, nem dos figurantes. Jonah Hill está cada vez melhor (é incrível como consegue fazer tantos gordinhos desajeitados diferentes)e a participação de Jean Dujardin foi uma deliciosa surpresa. Com três horas de duração o longa-metragem não deixa você desgrudar os olhos da tela nenhuma vez. Eu indico.
terça-feira, 9 de julho de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
É Importante Combater a Pobreza
Em meio ao pessimismo econômico global dos últimos anos, não devemos esquecer que estamos em uma trajetória histórica para retirar as pessoas da pobreza, tendo sido reduzido à metade a porcentagem de população pobre nos últimos 25 anos.
O líder pacifista americano Martin Luther King Jr. captou essa busca universal do progresso e da dignidade quando disse: "o arco do universo moral é extenso, mas se inclina para a justiça". Acredito que chegou a hora de mudar o arco da história. Com a solidariedade global apoiada em uma incessante busca por resultados, podemos, devemos e eliminaremos a pobreza para construirmos a prosperidade compartilhada.
Por Jim Yong Kim, presidente do Banco Muindial.
Leia matéria em: http://www.valor.com.br/opiniao/2891244/e-importante-combater-pobreza?utm_source=newsletter_manha&utm_medium=05112012&utm_term=e+importante+combater+pobreza&utm_campaign=informativo&NewsNid=2889932
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Fazendas Urbanas
http://g1.globo.com/globo-news/ciencia-e-tecnologia/videos/t/todos-os-videos/v/tecnologia-traz-fazendas-urbanas-para-grandes-centros-comerciais-dos-eua/2144283/
Uma forma de aproveitar os espaços urbanos é a verticalização. Já utilizada há muito tempo para moradia e para fins comerciais, entramos agora na era da agricultura em áreas urbanas. Nesta reportagem é mostrada a forma encontrada pelos restaurantes de produzirem os próprios alimentos que serão utilizados no cardápio e vice-versa, já que o cardápio é alterado ou adequado de acordo com o que se conseguiu produzir na fazenda urbana. Os telhados e terracos de nova Iorque nos EUA são aproveitados para a agricultura.
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